Tratar o corpo e a alma


“Para mudar o comportamento basta condicionar o indivíduo a um determinado grupo com comportamentos aceitáveis. Mas se queres uma mudança interna é necessário respeitar sua individualidade para se ter uma análise honesta da causalidade da neurose.”


A mudança comportamental que ocorre sobre a influência do grupo é necessária, na recuperação do indivíduo dependente, mesmo que está mudança seja apenas superficial. Mas se esperamos ter uma mudança completa, sustentável, duradoura e constante é necessária uma análise individual e honesta para tratarmos a origem das neuroses que levam ao uso.


Cada ser humano pensa e sente de forma diferente.

Por exemplo; Raiva, medo, inveja, amor, paixão, interesse, vontade.

Todos nós sentimos essas coisas, porém cada um tem fatores diferentes de incentivos além disso com intensidades diferentes.

Então se conclui que a raiva que eu posso sentir não é igual a sua por determina ação!


Então como eu ainda posso acreditar que só o tratamento em grupo será suficiente para resolver a problemática da dependência que atinge sim, o comportamento de forma óbvia, porém suas raízes começaram em um panorama muito mais profundo, na psique humana.


É necessário ter atenção ao ambiente familiar e social a qual o individuo viveu e vive para se ter uma análise real. Afinal como classificar um comportamento como neurótico sem analisar as condições a qual o individuo foi condicionado durante seu desenvolvimento?


A única forma de ter essas informações é com um olhar sem julgamentos para o indivíduo. No grupo se trata o esterno o comportamento. Mas a análise permite o indivíduo olhar para dentro de si e ver o que antes não podia enxergar.


Sabe a quela frase, “A verdade Liberta.” Pois é, a análise traz à tona a verdade escondida no fundo do inconsciente sobre cada um.


Se a proposta do tratamento de dependentes químicos e alcoolistas é liberdade, porque negar a contribuição de um método analítico que oferece exatamente isso?